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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TÃO POETAS!

Ah poetas! são todos tão poetas!
Servidores da poesia muda
Da poesia seca, despida e crua
Vestidos de linhos sem nobreza
Só dos farrapos não rasgados
De mantos duradouros até casacos
Espontâneos, quietos, inquietos 
Não tão inquietos de quietude 
Quietos, poéticos, são poetas
Amantes, poetas velejantes 
São tantos, todos viajantes 
Seletos, por pensamentos 
De não pensamentos, por não serem
Pensamentos, além, por fora, afora
É de arte, que até enobrece
Sem querer, mais faz poesia 
Até poema recita, em citação 
Na escrita, litera, nessa literatura
Dos intangíveis versos aquecidos 
Que não escritos ficam esquecidos 
E de poetas, que da palavra fala 
Só poetas, de poemas abstratos 
Ah e quando fala desse tal,
Desse tal do não tangível
Abstrato, tão belo, feito azeite ungido
Ah! isso é coisa de poeta mesmo 
Que na sua companhia, bela Poesia
Fica abraçado, em poema aconchegado.

Autor: Ricardo Andrade