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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TRAJETO













Em um santuário diante da Luz
De joelhos eu fazia minha prece
Minhas costas curvadas e cansadas
Dias que foram escuros como noites

Eu orava com fervor com todo Amor
E você perdida nas contendas da luxúria...

Anjos desciam como podiam
De acordo com o permitido
Asas atrás de mim se estendiam
Nelas eu fazia meu esconderijo, meu refúgio

Buscava permanecer sempre vigilante
E sua alma cada vez mais distante

Quando o tom acinzentado se fazia
Aquela dor mais forte parecia
No conflito eu ainda te descobria
Pelo pouco que de você sabia

Uma era de sacrifícios extensos
Sentinelas me prestavam suporte
Nas batalhas e combates mais árduos
Em campo aberto sem cobertura

Pelo portões de aço passei ferido
Com pouca água para me manter
Havia pouco ouro e algumas pratas
Minha obrigação como soldado era seguir

Os deuses me concediam o necessário
Reconheciam o verdadeiro sentimento
Sem trocas desfavoráveis ou custos 
O Amor é sempre reconhececido
Quando não se mistura à gastos tecidos.

Autor: Ricardo Andrade